quarta-feira, 26 de agosto de 2009

01. Caminhos

2 comentários:

Alf disse...

«Para encontrar-se o acaso /ai quanto caminhar!»... dois grandes: a poesia é de Jorge de Sena, a música de Luís Cília. Oiça-se «Sinais de Sena», LP de 1985.

pg.alves disse...

Um caminho é o que alcançamos
Sem interessar o que percorremos
Nem tão pouco o que fazemos

Um caminho leva-nos aos futuros
Aos pensamentos profundos
Dos que serão nossos frutos
E que virão habitar nossos mundos

Um caminho não nos põe um problema
Expõe-nos uma resolução
Não é óbvia, mas sim precisa
Leva-nos a procurar a razão
De uma ideia não tão concisa

Um caminho não é fácil,
Abandona-lo não é a solução
Mas sim a forma ágil
De ceder a tentação

Dizer que está traçado é ignorá-lo
E a maneira mais fácil de o abandonar,
Deixando-o sozinho
Na questão do nosso amanhã
Sem o querer orientar

Com sofrimento e alegria,
Dor, paixão e carinho,
Sem medo de um novo dia,
Façam o vosso próprio caminho!

PEDRO ALVES (escrevi-o enquanto olhava para a fotografia ADOREI-A, uma das tuas melhores obras
PAREBÉNS)