sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Imagens da exposição Centauros.


















Importa explicar o contexto em que estas imagens foram captadas, para que não subsistam dúvidas acerca de alguma violência que os cavalos possam ter sofrido, mas não mais do que fruto de nervosismo e ansiedade a que ficam sujeitos, dado tratar-se de animais que estão habituados a andar em liberdade, e que por breves momentos estão presos. Apenas essa. O que aqui se faz é por amor a estes animais.

É nesta circunstância que tem lugar a “Rapa das bestas”.

Homens e mulheres da aldeia de Sabucedo, pequena aldeia do Município de A Estrada, Província de Ponte Vedra, na Galiza, descem da montanha à aldeia com algumas centenas de cavalos selvagens, de pura raça galega para lhes cortarem as crinas e as caudas, e igualmente para desparasitá-los.
Com as crinas e caudas cortadas os cavalos correm muitos menos riscos de na sua vida em liberdade, ficarem enredados ou presos em ramos de árvores ou em arbustos. Assim, este ritual para além de lhes proporcionar maior bem-estar, contribui para a preservação da espécie.

No final da “Rapa” os cavalos são devolvidos à liberdade nos montes onde vivem todo o ano.
Esta tradição que remonta ao século XVI, é uma festa declarada de interesse internacional pela UNESCO, onde só os homens e mulheres da própria aldeia de Sabucedo podem apanhar e segurar os cavalos, e fazendo uso apenas das mãos para os prenderem.

A festa realiza-se no 1º fim de semana do mês de julho.